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Tecnologia

Filosofando sobre o Snapchat

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Em um mundo maquiado por filtros e edições nas fotografias e nos vídeos, a instantaneidade do Snapchat segue na contramão. Capturar o momento é o objetivo. Nenhuma outra rede social conseguiu fazer isso tão bem até agora.

De certo modo, gosto da ideia de efemeridade do Snapchat, faz cair por terra nossa ilusão de autoimportância e necessidade de um legado que signifique algo. É uma lição de humildade para quem procura significado em tudo que escreve ou lê. Deixar a palavra escrita ou a foto tirada se esvair com o tempo é entender que tudo é temporário, até mesmo você.

Em contrapartida, o Snapchat é focado no indivíduo, quando se inicia o app pela primeira vez, a câmera está literalmente voltada para você. Apostar no individualismo joga um balde de água fria na primeira reflexão (sobre a efemeridade). É um paradoxo: desapego vs. supervalorização.

Mais uma vez, o conceito de rede social perde seu significado para se tornar um repositório de egos. Mais um espaço para fantasiar uma vida perfeita, documentando frivolidades de um cotidiano imperfeito. A previsão de Andy Warhol em 68 nunca fez tanto sentido: “no futuro, todo mundo será mundialmente famoso por 15 minutos”. Warhol só errou uma coisa, os vídeos agora são de 15 segundos.

É um retrato (ou quem sabe um snap) inconvenientemente atual da nossa sociedade. Nada fica, nada dura mais que algumas horas. Notícias ficam velhas no instante em que são lidas, somem no limbo do excesso de informação e exposição. Tudo é apagado com a borracha da busca frenética por conteúdos e sorrisos tímidos de 5 segundos para a tela iluminada de um celular.

Geração “F” sem educação

Todas as gerações têm algumas características arquetípicas e únicas que as distinguem das gerações anteriores, o que leva a um óbvio conflito (de interesses, valores e crenças) entre elas. Talvez você não esteja nesse montante denominado Geração F (a geração Facebook, composta pelos jovens que nasceram na era das mídias sociais), provavelmente nasceu depois dos anos 80 e antes dos anos 2000, e isso te inclui na Geração Y.Social_Networker_by_master_of_solitude

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Para ambas as gerações, o parágrafo acima pode ser grande demais para perder tempo de ler, preferem 140 caracteres. Nesse quesito, não existem conflitos, mas a geração Y vivenciou as transformações que a internet trouxe, mas somente os garotos e garotas “F” poderão desfrutar de profissionais Y se dedicando aos nativos digitais.

Em meio a tantas notícias ruins para todas as gerações no Brasil, um dado coloca o nosso país entre os líderes mundiais. Trata-se do índice que mede o percentual da população que é “nativa digital”, ou seja, pessoas entre 15 e 24 anos que já estão conectados há mais de 5 anos.

A notícia boa disso tudo é que um estudo realizado pela União Internacional de Telecomunicações, em parceria com a GeorgiaTech, existem no mundo apenas 363 milhões de pessoas com esse perfil. Países com grande percentual de nativos digitais são como um paraíso para a inovação. E esse é o caso do Brasil, que ocupa o décimo terceiro lugar com o maior número de nativos digitais, unindo essas duas gerações.

Futuros profissionais

É preciso apostar todas as fichas nesses jovens, e os não tão jovens precisam muito se dedicar às profissões que irão atendê-las. E em ano eleitoral, deveria tornar-se prioridade absoluta para os projetos públicos para se responsabilizar pela inclusão de fato do Brasil nos países líderes.

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Cultura digital é um direito de todos, mas isso envolve responsabilidades. Portanto, as novas gerações precisam aprender a viver e trabalhar nessa nova era de maneira ética e segura. A criação de programas escolares voltados para a geração F focando o uso adequado da tecnologia. Eles precisam compreender e aprender os riscos do universo digital e o impacto das informações publicadas na internet, na vida deles.

Com isso, outras gerações estarão envolvidas, o que exigirá @os professores, competências tecnológicas. Nessas perspectivas, o acesso às informações reflete a conexão sem barreiras físicas e até mesmo sem barreiras socioculturais. Desta forma, é preciso [re]criar e [inter]conectar-se para a construção coletiva do compartilhamento de ideias. Aliás, a geração F têm terabytes de boas ideias.

Tão importante quanto os profissionais da educação estarem prontos para desvendar as tecnologias eletrônicas, é aplicá-las em seu fazer pedagógico, está a preocupação de transformar as habilidades tecnológicas dos alunos (acessar redes, filmar uma aula, compartilhar localizações, fotos e vídeos) em competências tecnológicas, ou seja, capazes de dar sentido às suas ações com tecnologias e assim assumir suas responsabilidades na construção coletiva do conhecimento.

Autonomia Digital

Entender como funciona os computadores transcende a área tecnológica e faz entender como é o mundo em que vivemos. Com cautela, é possível introduzir o mundo da programação através de uma linguagem lúdica e adequada às capacidades cognitivas da geração F. A alfabetização digital será tão importante quando a alfabetização que hoje designa doutores de ensino incompleto.

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Não tão longe depois da tal globalização, o governo da Inglaterra, decretou que a partir de setembro de 2014, será obrigatório o ensino de programação em todas as escolas públicas do país para crianças e adolescentes de 5 a 16 anos, apenas 1,8% da população inglesa. Cerca de 10,1% da população brasileira está nessa faixa etária.

Somos craques em perder oportunidades. Perder essa seria um erro ignorante. [adj. m e adj.f. Característica da pessoa que não possui instrução; que desconhece determinado assunto; que não está ciente de algo.] Em plena Era da Informação.