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O juizforano é um povo criativo e bem humorado, como todo mineiro brasileiro. Por isso, em tempo de carnaval, não importa se o bicho tá pegando ou se a crise tá apertando. Seja atrás do bloco, do trio elétrico ou de um carrinho de mão, a galera já está fazendo festa uma semana antes dela começar de verdade. Na rua a gente vê desde uma tentativa a Amy Winehouse, mais descontrolada que a tal, a uma criatura que faz asa de anjo com sacolinhas plásticas (onde será que ele deixou sua consciência ecológica?). No fim da noite tinha sacolinha até dentro da casinha do cachorro do vizinho.
Tudo bem, o fim de semana foi ótimo, todo mundo se divertiu com o bloco de domingo, mas e no carnaval? Vai pra onde? Conheço poucas almas que vão permanecer nessa terra no próximo "feriadão". Deu sexta-feira, acabou o expediente, tem gente que não espera nem o dia seguinte, pega a trouxa e segue para o interior mineiro, para as terras capixabas ou para a região dos lagos, à procura do verdadeiro carnaval. E ainda há quem diga que vai dar "um pulinho" no Rio para ver a Mangueira e Cia entrar na avenida. Por favor, estamos falando de uma cidade universitária, com seres que gozam de saúde e ideias o suficiente para pensar e botar pra quebrar o melhor carnaval da região. Perco noites de sono me perguntando por que isso não acontece.
Chuchus beleza, não me levem a mal! Está na hora de começar a pensar nisso de verdade. Aqui na cidade temos o exemplo do Rainbow Fest, um evento que lota a Avenida Rio Branco, o coração da cidade, todos os anos. Vem gente de tudo quanto é canto seja para participar ou só para observar. E nem adianta vir com o papo de que enche porque é um dia só. Se fossem quatro dias, ia brotar gente nessa cidade cheia de criatividade para pular na avenida. Lá o povo solta a franga, perde as estribeiras, se fantasia, se enfeita e se diverte a beça. Não é esse o verdadeiro sentido do carnaval?
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