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E dá-lhe ciência! Acreditem, descobriram a fórmula do amor, mas não se anime muito, ela é nada mais do que a explicação da famosa "química" que rola entre os casais. Tendemos a nos interessar por pessoas que, em termos de beleza, inteligência e status, sejam de "categoria" semelhante à nossa. Isso explica casais feios e diferente quando olhamos para algumas figuras na rua. E quem disse isso? A revista New Scientist uma conceituada revista de Londres que se dedica a desvendar os mistérios das mitocôndrias e da genética enquanto você vasculha o Orkut.
Escolher um(a) companheiro(a) é uma das decisões mais importantes da vida. Gastamos tempo e energia tentando encontrar alguém especial. Nossa sede por uma relação impulsiona desde pesquisas cientificas até agências de namoro, classificados de corações solitários e o famoso namoro pela Internet. Ainda assim, quase nunca estamos satisfeitos. Essa tentativa de encontrar a parceria pelo virtual já é realidade em muitos corações. Dificilmente você não conhece alguém que teve, está, ou pretende encontrar alguém com as características pretendidas através da grande rede.
Uma pesquisa realizada em 2005, pela Science Magazine, com mais de 900 pessoas que vinham usando os serviços online, descobriu que 95% delas não haviam achado o que procuravam. Parecemos estar mais perdidos do que nunca sobre quem seria a pessoa ideal. Segundo o livro Guia do Romance Moderno, a escolha de um companheiro humano é um processo complexo, e estamos conscientes de apenas parte dele. O restante ou é inerentemente imprevisível, ou atua fora de nossa consciência.
Existem algumas características que todos achamos atraentes. O homem tende a desejar a mulher com traços que sugerem juventude e fertilidade: cintura e quadril proporcionais, seios, lábios carnudos, traços finos. A mulher prefere o homem com corpo robusto, ombros largos, pele viçosa e traços masculinos, que podem indicar potência sexual e boa genética. Tanto o homem quanto a mulher valorizam a inteligência. Essa última característica é certamente o que mantêm um homem paciente a espera de uma mulher, pois o julgamento final é exatamente de que um parceiro válido é aquele que vai ter condições de conversar e avaliar as situações quando necessário.
Mas, onde está a descoberta? Pesquisas sobre genética e preferência sexual já mostraram que cada um de nós vai se sentir atraído por pessoas que possuem determinado conjunto de genes, conhecido como "complexo principal de histocompatibilidade" (CPH). O CPH desempenha papel fundamental na nossa capacidade de combater agentes patogênicos, e parceiros com genes do CPH diferentes geram filhos mais saudáveis, com bons sistemas imunológicos. As evidências revelam que casais que se formaram por atração mútua costumam apresentar maior diversidade em seu CPH do que aqueles formados de maneira aleatória. Como as pessoas que têm CPH diferentes encontram umas as outras? BINGO! A ciência não sabe explicar o amor, mas o que ela quer dizer é que devemos confiar nos instintos, isso mesmo, acreditar naquele bem estar, na sensação de que por mais diferente que o outro seja, ele é muito atrativo.
O cuidado a se tomar é que algumas pessoas usam o meio virtual para mentir, para engrandecer e sustentar uma forma de enquadrar nos parâmetros da parte consciente da escolha. Mas vale lembrar que conforme a pesquisa citada acima apenas 5% conseguiu resultado, garanto que não foram os que enganaram os pretendentes.
Ah o amor! Para a ciência é uma incógnita, que deram o nome de desejo, responsável pela reprodução, portanto, qual seria o objetivo do amor? Principalmente quando ele nos faz acreditar que encontramos nossa "alma gêmea" num mundo com bilhões de alternativas. Uma possibilidade é que o amor aja como um "freio" que dá fim à nossa procura por um parceiro, mesmo que temporariamente, para que nos envolvamos com alguém e possamos perpetuar a espécie. É a tal "fila anda", a pessoa passa sempre para a seguinte, até encontrar o que parece ser seu par perfeito. Então, não procure demais antes de escolher, de modo a não perder todas as boas opções. Em alguns casos pare e pense se a escolha já não havia sido feita!
Quer saber mais?
Amor, de Gabriel Chalita
Memorial do Amor, de Zélia Gattai
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