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160 Caracteres?

Caros Patusnautas. Já mandaram um SMS hoje? Pois então, conseguiu escrever nos 160 caracteres que são permitidos? As vezes dá raiva de não ser suficiente, e perguntamos, de onde saiu esse padrão? Nós Patusqueiros pesquisamos e encontramos a resposta dessa questão.


Em 1985, o alemão Friedham Hillebrand pesquisava tudo relacionado a comunicações e trabalhava com um grupo que estava desenvolvendo um padrão para que celulares pudessem enviar e receber mensagens de texto, conhecidas hoje como Short Message Service, os famosos SMSs.

Para chegar a esse número, Hillebrand sentou-se na frente de sua máquina de escrever e redigiu uma série de mensagens de diferentes tamanhos e sobre variados assuntos. Após o feito, analisou tudo o que tinha escrito, incluindo espaços, acentos e pontuações, chegando à média de 160 caracteres.

Entretanto, de acordo com o site Slashdot, Hillebrand se aproveitou de um canal de rádio secundário que já existia para redes móveis e testou seu padrão, que no início ficou restrito a apenas 128 caracteres. No início, essas mensagens eram utilizadas apenas para dar avisos como força do sinal ou ligações.

Após alguns cortes de caracteres que poderiam ser utilizados, Hillebrand conseguiu aumentar em 32 caracteres as mensagens, chegando finalmente em seu número de 160. Isso aconteceu na mesma época em que se tornou um dos diretores do Sistema Global de Comunicações Móveis (GSM) em 1986, quando decretou que todas as operadoras deveriam adotar seu padrão.

Dois argumentos convincentes ajudaram Hillebrand, além de sua tosca pesquisa na máquina de escrever. Primeiro, Hillebrand informou que cartões postais normalmente continham 150 caracteres de texto. Depois, declarou que o Telex, um antecessor do e-mail voltado para empresas, também utilizavam número semelhante.

Outro empecilho que evitava um número maior de letras e outros sinais era o método de introdução desses caracteres. Em um teclado de celular, é preciso clicar até quatro vezes em um botão para se chegar nas letras desejadas, sem mencionar acentos e outras pontuações, que demandam mais trabalho ainda. Hoje, com o sistema T9, que "adivinha" as palavras mais utilizadas, e com alguns celulares chegando ao mercado com teclado padrão QWERTY, a escrita ficou mais fácil.

Graças às pesquisas de Hillebrand, as mensagens de texto hoje em dia são um sucesso, e atualmente americanos enviam mais SMS do que realizam ligações, produzindo uma média de 357 mensagens por mês versus 204 ligações. "Minha amiga disse que isso era impossível para o mercado de massa. Eu era mais otimista", declarou o pesquisador.

"Ninguém jamais imaginou o quão rápido os jovens poderiam utilizar isso", disse Hillebrand, que fica impressionado com os recordes de velocidade quebrados por essas pessoas ao escreverem SMS. Um exemplo do sucesso das curtas mensagens também na internet pode ser visto no Twitter, serviço de microblogging que permite o envio de mensagens com apenas 140 caracteres por vez, o que não impediu que milhões de pessoas aderissem ao site.


Fonte: http://tecnologia.terra.com.br

 

Seu cérebro a um clique

Preguiça de pensar? A memória tem falhado de vez em quando? Seus problemas parecem ter prazo para acabar. Não se trata de um novo remédio no mercado, mas sim da teoria do download cerebral. O inglês, Ian Pearson, da British Telecom, afirma que em 2050 será possível armazenar todas as informações da nossa massa cinzenta no computador, como se fosse um HD externo de nossa mente.

O autor dessa teoria tem como principal trabalho dentro de uma das grandes empresas de telefonia do mundo, o árduo fardo de ser futurólogo. Formado em matemática e física, é membro do Instituto de Nanotecnologia britânico, o inglês de 44 anos é uma espécie de Mãe Dinah sofisticada.

Em entrevista concedida, via email, para um fórum de discussões sobre o futuro tecnológico, Ian Pearson explicou como funciona o download.

"Um fluido com bilhões de partículas, injetado no braço, vai se conectar com todos os neurônios, medir a atividade neural e enviá-las para um computador. Isso criará um mapa de conectividade, que replicará o conteúdo e a estrutura cerebral. Na máquina, os pensamentos poderão ser processados mais rapidamente e mandados de volta ao cérebro. Mais o cérebro eletrônico poderá ser ligado em rede com o conhecimento disponível na internet e conectado com outros cérebros, formando uma consciência global."

O sonho humano da imortalidade também é explicada pelo futurólogo.

"O corpo morre, mas a mente continua porque o back-up do cérebro poderá ser armazenado num andróide customizado para parecer com você e carregar suas memórias e seus sentimentos."

É a tecnologia a favor do homem moderno. Se você pudesse escolher um cérebro para fazer um download. De quem seria?

Questione, pense, de a sua opinião. Mande para patusqueiro@pastusqueiro.com.br ou comente aqui mesmo.

Ou então apenas leia e pense como será o futuro.

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