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filme

Guardiões da Galáxia: a surpresa do ano!

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Se “Guardiões da Galáxia” for um aperitivo do que Marvel e Disney estão preparando para os novos filmes de Star Wars, nós fãs podemos ficar tranquilos. Está demais! Sabe aquilo que esperávamos com Episódio I, II e II? Aquele clima leve, humor na medida certa, perseguição com naves espaciais, alienígenas coloridos e muita, muita aventura? Pois é, senhores, o novo filme da Marvel Studios consegue ser isso e muito mais!

A ousada aposta que até pouco antes da estreia era uma incógnita, se transformou numa inesperada surpresa para o público e crítica. Parecia um tiro no pé, mas o estúdio estava tão confiante do material que tinha em mãos, que até mesmo antes do lançamento anunciou uma sequência para 2017. Pausa para um parêntese marvete: (Enquanto a Marvel já parte para estabelecer seu segundo universo nos cinemas, a DC Comics…).

Depois de um Homem de Ferro 3 bem mais ou menos e boas sequências de Thor e Capitão América, parecia que todos os coelhos já tinham saído da cartola, mas a parceria Marvel e Disney não para de render bons frutos. “Guardiões da Galáxia” é o filme mais divertido do ano! A começar pela trilha sonora oitocentista, que conta com Marvin Gaye, David Bowie, Jackson 5 e várias outras preciosidades da década do black power. É uma playlist digna de Tarantino, diga-se de passagem. [Clique aqui e compre a trilha!]

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O ponto forte da trama são os carismáticos (e bizarros) personagens. Peter Quill (Chris Pratt), um terráqueo que foi abduzido ainda criança, é um caçador de recompensas que comercializa itens raros pela galáxia. Porém, quando sua missão trivial de encontrar um orbe num planeta distante cruza com os interesses de forças muito poderosas do universo, o aventureiro galáctico precisa unir forças com uma turma bastante heterogênea.

E quando digo heterogênea, é exatamente isso que quero dizer: um guaxinim falante super inteligente, uma árvore humanóide com vocabulário muito limitado, um ser super forte com sede de vingança e uma alienígena verde filha adotiva do maior vilão das galáxias. Esses são Rocket Raccoon (Bradley Cooper), Groot (Vin Diesel), Drax (Dave Bautista) e Gamora (Zoe Saldana), respectivamente.

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Não por acaso “Guardiões da Galáxia” está sendo considerado por muitos como o Star Wars dessa geração. Ainda é cedo para afirmar, mas é possível ver claramente traços de personagens da saga de George Lucas no longa da Marvel. Peter Quill tem a personalidade de um Han Solo, Gamora é uma Princesa Leia mais badass, Drax o Lando Carlrissian e Rocket e Groot como uma repaginada de C3PO e R2D2. Incrível como o diretor e roteirista James Gunn conseguiu fazer tudo funcionar perfeitamente!

Uma das características que sempre gostei em Star Wars é não perder tempo explicando sobre os planetas, raças, galáxias… Eles simplesmente existem e pronto, acostume-se com esse universo. Essa sensação de ser jogado em algo completamente novo e mesmo assim um tanto familiar é a porta de entrada também de “Guardiões da Galáxia”. Você compra a história pela aventura, simples assim! Corra para o cinema e não se esqueça de ficar até o final dos créditos!

Gravidade: uma incrível experiência audiovisual

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Um “pálido ponto azul”, assim definiu Carl Sagan ao ver a Terra do ponto de vista da Voyager 1, nos confins do sistema solar. A famosa foto de Sagan cumpriu seu papel ao mostrar, na escala do universo, o quão irrelevantes e pequenos somos nós. [Não conhece o “Pálido Ponto Azul”? Veja o vídeo aqui.]

“Gravidade” parte do mesmo pressuposto. A imensidão do espaço e o pequeno ponto/ser humano à deriva. Uma equipe de astronautas é enviada para fazer reparos no telescópio Hubble quando são pegos de surpresa pela explosão de um satélite russo, que causa um efeito em cadeia, gerando uma “chuva” de destroços na mesma órbita da missão. Com várias baixas e o ônibus espacial seriamente danificado, o experiente astronauta Matt Kowalski (George Clooney) e a Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) são os únicos sobreviventes do acidente. Sem comunicação com a Terra, precisarão se virar sozinhos para voltar para casa.

Com um elenco tão enxuto, o filme só funcionaria com a boa química entre os dois personagens. E a escolha não poderia ser melhor. Clooney encaixou-se perfeitamente no papel do veterano astronauta em sua última missão, esbanjando confiança e carisma. Já Bullock, a astronauta de primeira viagem, vai sutilmente revelando os conflitos internos da personagem, numa atuação que a coloca, mais uma vez, entre as melhores atrizes de sua época. O filme só funciona por causa dela.

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Escrito e dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón, de “Filhos da Esperança” (2006), “Gravidade” é um dos melhores thrillers espaciais já feitos, certamente o melhor da última década. Não há exagero algum ao dizer isso, nem mesmo quando comparado à “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), na verdade, a comparação é INEVITÁVEL! A fotografia exuberante de Emmanuel Lubezki e o balé espacial da direção de Cuarón, não deixam dúvidas de que a intenção era ir muito além de apenas homenagear a obra de Stanley Kubrick. Com objetivos claramente distintos, “Gravidade” deixa de lado a filosofia de “2001” e foca na corrida pela sobrevivência num ambiente completamente hostil à vida.

A mirabolante direção de Cuarón, se aproveita de todos os artifícios da gravidade zero para levar a câmera num passeio sem eixo, com pontos de vista raramente explorados, indo e vindo na imensidão do cosmos. Ao mesmo tempo, mescla uma direção intimista, com longos closes e câmeras em primeira pessoa. É para se aplaudir de pé!

O som não se propaga no espaço, o silêncio impera. Então, como criar cenas de ação no silêncio absoluto? Mais uma vez o brilhantismo técnico de “Gravidade” nos dá uma aula de como utilizar a ausência de som para criar tensão, fazendo até da respiração dos personagens, uma trilha. Assinada por Steven Price, a trilha sonora é impactante, porém entra apenas em momentos pontuais, sem invadir a atuação e respeitando o silêncio.

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A junção da fotografia de Lubezki e os incríveis efeitos especiais, criam uma experiência única de imersão. O 3D realmente funciona e, assim como em “As Aventuras de Pi” (2012), está ali para ajudar a contar a história. Cenas como a explosão da estação espacial, com incontáveis destroços flutuando sem rumo no espaço, é tão incrível visualmente que a única expressão que consigo pensar para defini-la é: embasbacante.

O roteiro simples, porém, revelador, encanta não só pela narrativa, mas também pelas belíssimas metáforas sobre vida, morte e renascimento. Cada diálogo tem sua importância, cada ação representa alguma coisa. “Gravidade” não é uma filme de sobrevivência, é um filme sobre aprender a viver. É uma segunda chance com uma história incrível para contar.

Veja o trailer: