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Snapchat

Filosofando sobre o Snapchat

snapchat

Em um mundo maquiado por filtros e edições nas fotografias e nos vídeos, a instantaneidade do Snapchat segue na contramão. Capturar o momento é o objetivo. Nenhuma outra rede social conseguiu fazer isso tão bem até agora.

De certo modo, gosto da ideia de efemeridade do Snapchat, faz cair por terra nossa ilusão de autoimportância e necessidade de um legado que signifique algo. É uma lição de humildade para quem procura significado em tudo que escreve ou lê. Deixar a palavra escrita ou a foto tirada se esvair com o tempo é entender que tudo é temporário, até mesmo você.

Em contrapartida, o Snapchat é focado no indivíduo, quando se inicia o app pela primeira vez, a câmera está literalmente voltada para você. Apostar no individualismo joga um balde de água fria na primeira reflexão (sobre a efemeridade). É um paradoxo: desapego vs. supervalorização.

Mais uma vez, o conceito de rede social perde seu significado para se tornar um repositório de egos. Mais um espaço para fantasiar uma vida perfeita, documentando frivolidades de um cotidiano imperfeito. A previsão de Andy Warhol em 68 nunca fez tanto sentido: “no futuro, todo mundo será mundialmente famoso por 15 minutos”. Warhol só errou uma coisa, os vídeos agora são de 15 segundos.

É um retrato (ou quem sabe um snap) inconvenientemente atual da nossa sociedade. Nada fica, nada dura mais que algumas horas. Notícias ficam velhas no instante em que são lidas, somem no limbo do excesso de informação e exposição. Tudo é apagado com a borracha da busca frenética por conteúdos e sorrisos tímidos de 5 segundos para a tela iluminada de um celular.